Protestos destacando o conflito em Gaza causam tensão na Psychedelic Culture 2026

Por Jack Gorsline

Teatro principal do Brava Theater em São Francisco (CA).

Foto: Lucid News.

A 10ª edição anual da Conferência Psychedelic Culture, conhecida por seu compromisso com a reciprocidade indígena e por ser espaço de vozes diversas, tornou-se no último fim de semana um palco de tensão em torno de visões divergentes sobre o desenvolvimento de terapias assistidas por psicodélicos em Israel, enquanto as forças israelenses continuam operações militares em Gaza.

Realizada pelo Chacruna Institute no Brava Theater Center, em San Francisco, o espírito da revolução psicodélica dos anos 1960, da resistência à guerra e do movimento pela liberdade de expressão podia ser sentido, visto e ouvido durante a conferência, enquanto palestrantes e participantes debatiam e tentavam encontrar pontos de acordo.

Em seu discurso de abertura, quando a conferência começou, a fundadora do Chacruna Institute, Bia Labate, pediu aos participantes que “se apeguem ao que importa - à ética, às relações, às raízes, à complexidade - enquanto o campo acelera ao nosso redor”.

“Quero pedir o desconforto de vocês”, acrescentou. “A disposição para permanecer com perguntas que não se resolvem. A disposição para serem desafiados - por um palestrante [ou] por uma conversa. (…) Permaneçam na tensão… entre celebração e crítica”, continuou Labate. “Entre o que este movimento conquistou e o que ainda não fez. Entre o mundo que queremos construir e o mundo que estamos de fato construindo.”

Protestos sobre uma afiliada da MAPS em Israel interrompem painel de encerramento

A conferência contou com três dias de apresentações de curandeiros indígenas e discussões críticas sobre reformas legais e a medicalização de medicinas tradicionais de plantas. Durante o último painel da conferência, um pequeno e vocal grupo de manifestantes levantou-se no auditório principal e interrompeu membros da equipe da Multidisciplinary Association for Psychedelic Studies (MAPS), que falavam no palco.

O que se seguiu à interrupção foi a continuação de um debate de longa data sobre pesquisas em terapias psicodélicas conduzidas pela organização afiliada MAPS Israel, realizadas em meio à atual crise humanitária em Gaza. Na tensão entre as aspirações e as realidades da justiça social, surgiram os manifestantes, que afirmam sentir-se moralmente compelidos a confrontar as complexas realidades geopolíticas da renascença psicodélica.

Quando o painel de encerramento intitulado “Ciência, Cultura e o Papel em Evolução da Pesquisa Psicodélica Hoje” chegava aos 15 minutos, Shalie West, uma estudante de pós-graduação com formação em sociologia da educação, levantou-se e interveio em voz alta:

“Desculpem, mas como podemos discutir salvar vidas e justiça revolucionária enquanto estamos ativamente em um genocídio?”

“E a MAPS está trabalhando com o Estado de Israel”, disse um dos colegas manifestantes de West, que depois se identificou como judeu, mas pediu que sua identidade completa fosse mantida em anonimato.

Segundo seu site, a MAPS Israel “está ativamente promovendo e desenvolvendo estudos que exploram os efeitos combinados da psicoterapia e dos psicodélicos… [e que] são conduzidos com aprovação e cooperação do Ministério da Saúde de Israel e de hospitais de saúde mental”.

Em resposta à interrupção, Bia Labate levantou-se rapidamente e tentou diminuir a tensão enquanto apoiava o diálogo. Ela ofereceu aos participantes que levantaram preocupações a oportunidade de serem “a primeira pessoa a falar” durante a sessão de perguntas e respostas após o painel, em troca de permitir que o painel terminasse sua fala.

Após a discussão de encerramento - que contou com o fundador da MAPS, Rick Doblin, além dos co-diretores executivos da MAPS, Ismail Ali e Betty Aldworth - vários membros da audiência e participantes da conferência comentaram que o protesto em si era uma prova da cultura de debate crítico cultivada pela Chacruna Institute. Alguns observaram que isso demonstrava disposição para enfrentar o debate em curso sobre pesquisas em saúde mental e programas de formação em importantes instituições de saúde israelenses, que operam com apoio do governo de Israel.

As reações do público aos manifestantes variaram amplamente, refletindo as visões divergentes sobre os complexos conflitos no Oriente Médio presentes em diferentes setores da sociedade estadunidense. Alguns espectadores gritaram irritados para que os manifestantes “sentassem e calassem a boca”. Outros apoiaram ativamente os comentários dos protestantes, aplaudindo em solidariedade. Uma parcela significativa da audiência pareceu vaiar fortemente uma declaração feita por Doblin no palco, quando respondeu ao pedido dos manifestantes para que a MAPS condenasse o “genocídio em Gaza”, afirmando que ele “não chamaria [o conflito em Gaza] de genocídio”.

A alegação de que Israel está cometendo genocídio em Gaza foi abordada em um relatório de uma comissão das Nações Unidas divulgado em setembro de 2025, que concluiu que “Israel cometeu genocídio contra palestinos na Faixa de Gaza”.

Conversas após a conferência revelam debates complexos e impasses retóricos

Após uma troca intensa, porém cuidadosa, entre os manifestantes, Doblin, Ali e Aldworth, a discussão do painel foi encerrada com a moderadora Grace Cepe incentivando os manifestantes a procurarem os palestrantes para continuar o diálogo após as falas e cerimônias finais da conferência.

E foi exatamente isso que os manifestantes fizeram.

Conversando longamente com Doblin e outros membros da equipe da MAPS na calçada em frente ao Brava Theater por quase uma hora, os presentes registraram a troca de falas. A conversa incluiu comentários francos e emocionalmente carregados dos manifestantes, que Doblin pareceu receber com calma.

Durante a conversa na calçada, um dos manifestantes disse a Doblin: “A forma como você fala sobre [o conflito Israel-Palestina] faz com que eu me sinta insegure no meu próprio corpo.”

Doblin respondeu, em parte, afirmando diretamente: “Concordo que Israel tem feito coisas terríveis”, acrescentando que se arrependeu dos comentários feitos no palco sobre Gaza.

“Caí em uma discussão na qual eu não deveria ter entrado, que é ‘qual é o significado [de genocídio]’, quando, em vez disso, eu poderia ter concordado com vocês sobre todas as coisas terríveis que o governo israelense está fazendo.” (Rick Doblin)

Doblin continuou oferecendo sua perspectiva sobre as complexidades políticas para todos os povos da região. “Também há muitas pessoas em Israel tentando fazer a coisa certa”, disse Rick Doblin. “Não acho que Israel simplesmente deva desaparecer, mas acredito que deveria haver coexistência. Soluções que não envolvam violência em massa.”

A conversa então tomou um rumo profundamente pessoal quando outro manifestante interveio, revelando a Doblin: “Nós dois somos judeus.”

“Tenho muita família em Israel; tenho muita família que fugiu do Holocausto, dos pogroms”, explicou o manifestante, que recusou revelar seu nome. “Eu não apoio Israel de forma alguma. Não me agrada essa violência em nosso nome. E, como judeus, é horrível ver os males perpetrados contra nossos ancestrais sendo perpetrados contra outra geração.”

Doblin respondeu reiterando sua própria conexão profundamente enraizada com essa história compartilhada. “Fui cercado a vida inteira por sobreviventes do Holocausto, por sobreviventes dos pogroms, por pessoas que fugiram da Turquia, Espanha, Rússia [e] Alemanha.”

“Toda a empatia que eles me ensinaram”, continuou Doblin, visivelmente emocionado, “todas as lições que consideravam importantes, são exatamente o motivo pelo qual me posiciono contra isso e pelo qual considero tudo isso tão devastador.” Ele acrescentou: “Acho que o governo israelense tem alguns dos piores líderes e dos mais racistas.”

A longa conversa posterior terminou com expressões mútuas de gratidão de ambas as partes pela disposição em participar de diálogos por vezes dolorosos, em vez de se recolherem em bolhas ideológicas. Após a troca prolongada, Doblin, junto com vários funcionários da Multidisciplinary Association for Psychedelic Studies e membros da equipe do Chacruna Institute, foi a um restaurante próximo. Pouco depois, alguns dos manifestantes entraram coincidentemente no mesmo estabelecimento.

Segundo múltiplas testemunhas, novos diálogos entre Doblin e os manifestantes ocorreram, após os quais um dos manifestantes expressou sua admiração de longa data pelo trabalho pioneiro de décadas de Doblin no campo psicodélico e pediu seu autógrafo, ao que Doblin concordou.

Doblin reflete após o protesto viralizar

Nos dias seguintes ao protesto, vídeos do confronto inicial durante o painel de encerramento circularam rapidamente pelas redes sociais, gerando intensos debates nas comunidades psicodélicas globais.

O portal Lucid News conversou com um dos manifestantes envolvidos nos protestos da conferência, assim como com Doblin e Ismail Ali, para compreender suas reflexões após as discussões acaloradas.

Em uma declaração fornecida exclusivamente ao Lucid News, Shalie West destacou que a luta do povo palestino por direitos humanos básicos está no centro de suas preocupações pessoais em relação ao trabalho da MAPS Israel com israelenses e palestinos.

“As pessoas lutando por suas vidas não podem começar um processo de cura enquanto estão presas em uma luta pelo simples direito de existir”, disse West. “Especialmente não podem se curar sob a mediação de seu opressor ativo. Até mesmo questionar essa realidade reflete um nível de privilégio e distanciamento da experiência vivida por quem é diretamente impactado.”

Doblin observou, durante sua entrevista ao Lucid News, que, com base nas conversas que teve com os manifestantes após o encerramento da conferência, acredita que eles “têm muito mais pontos de concordância do que de discordância”.

“Acho que provavelmente concordaríamos que houve uma enorme oportunidade perdida por Israel de realmente criar uma situação em que todas as pessoas que vivem dentro de Israel, incluindo árabes israelenses [e] palestinos, fossem tratadas de forma justa”, afirmou Doblin.

Doblin fez questão de enfatizar que, embora entenda que a principal objeção dos manifestantes seja o trabalho contínuo da MAPS com o Estado de Israel em qualquer capacidade, a estrutura organizacional da MAPS é altamente descentralizada.

“Afiliadas como a MAPS Israel são organizações independentes, com governança independente da MAPS… Não temos autoridade ali (…). Eles têm seu próprio conselho diretor separado”, continuou Doblin. “São sua própria organização, sua própria liderança, mas possuem acordos de marca com a MAPS e, se sentíssemos que estivessem fazendo algo que violasse esses acordos, poderíamos retirar o nome.”

Na visão dele, os manifestantes “nem estavam tentando entender quem realmente dirige a MAPS Israel”.

Doblin também reiterou seu apoio histórico e seu engajamento ativo com partidos políticos israelenses de esquerda, afirmando mais de uma vez que o governo israelense liderado por Benjamin Netanyahu é “um dos mais racistas” da história do país.

Quando pressionado a esclarecer melhor como definiria o termo “genocídio” - justamente o debate que desencadeou a forte reação de vaias no Brava Theater - Doblin destacou sua compreensão pessoal das definições formais internacionalmente reconhecidas.

“Da maneira como passei a entender esse termo, e compreendo que existem diferentes formas de defini-lo, significa a intenção de assassinar um grupo inteiro de pessoas”, explicou Doblin.

Segundo o Conselheiro Especial das Nações Unidas para a Prevenção do Genocídio, as seguintes ações são consideradas genocídio, se cometidas com a intenção necessária: “matar membros do grupo; causar danos físicos ou mentais severos, incluindo tortura, estupro ou violência sexual; impor deliberadamente condições de vida destinadas à destruição física, como privação de alimentos, suprimentos médicos ou abrigo.”

“Bem, Israel definitivamente fez isso em Gaza”, disse Doblin após ler em voz alta a lista de critérios. Ele esclareceu ainda seu conflito interno com a definição da palavra “genocídio”, afirmando que “[não acredita] que Israel esteja tentando matar todos os palestinos”. Doblin acrescentou que também não acredita que as ações das Forças de Defesa de Israel (IDF) em Gaza atendam a todos os critérios históricos frequentemente associados ao termo, como “impedir nascimentos, medidas para dificultar a procriação, esterilização forçada, aborto forçado [e] separação entre homens e mulheres”.

Em resposta às alegações dos manifestantes de que a MAPS continuava trabalhando com o Estado de Israel, Doblin enfatizou que a presença organizacional da MAPS ao redor do mundo está firmemente baseada em uma missão apartidária dedicada à cura universal de traumas, independentemente de fronteiras. Ele afirmou que seu apoio à paz na Faixa de Gaza está alinhado ao que pesquisas mostram ser a posição da ampla maioria dos cidadãos israelenses favoráveis ao fim da guerra em Gaza.

“Acho que o ponto que eu estava tentando apresentar nas conversas posteriores é que estamos realizando trabalhos com palestinos. Estamos realizando trabalhos com árabes israelenses. Estamos realizando trabalhos no Líbano. Estamos tentando atuar em todos os lados de diferentes conflitos, inclusive nos Estados Unidos, tentando obter apoio bipartidário.” Acrescentou Doblin

Doblin também apontou o que considera uma hipocrisia inerente em boicotes direcionados geograficamente envolvendo uma organização sediada nos Estados Unidos, observando: “Poderíamos igualmente criticar os americanos pelo que está acontecendo [em relação às ações] que os Estados Unidos estão realizando.”

Liderança da MAPS e manifestantes respondem

As posições de Ismail Ali, como co-diretor executivo da Multidisciplinary Association for Psychedelic Studies (MAPS), refletiram um contraste claro em relação aos comentários de Rick Doblin durante a discussão do painel. Ali interveio de forma enfática em meio às vaias da plateia após a fala inicial de Doblin sobre os pedidos para condenar o genocídio, afirmando no palco que ele próprio discordava da avaliação de Doblin.

Ismail Ali observou que, antes da interrupção do painel pelos manifestantes, ele já havia conversado com alguns desses participantes do lado de fora do teatro por cerca de vinte minutos, ouvindo suas preocupações. Em entrevista após a conferência, Ali reiterou ainda seu apoio geral ao direito dos manifestantes de participarem de debates críticos. Também afirmou o direito deles de criticar o conflito em Gaza, as ações das forças militares israelenses, o trabalho organizacional da Multidisciplinary Association for Psychedelic Studies (MAPS) com sua afiliada israelense e os desafios socioeconômicos e indígenas mais amplos envolvidos na popularização dos psicodélicos.

Na declaração fornecida por Shalie West ao Lucid News, a complexidade e a intensidade emocional desse diálogo contínuo tornam-se evidentes.

“Escolhi me manifestar na conferência porque estou cansada do ativismo performático no espaço psicodélico, e estou cansada de esperar que as pessoas mais impactadas pelos danos carreguem o peso de advogar por si mesmas”, escreveu West. “Toda a conversa sobre cura, neste momento, é completamente vazia enquanto palestinos e outras comunidades marginalizadas enfrentam um genocídio em curso.”

West deixou claro que suas críticas à MAPS são sistêmicas e contínuas.

“Não sou a primeira pessoa a questionar a conexão da MAPS com Israel, o trabalho que estão realizando lá e as implicações mais amplas desse trabalho. Enquanto isso, Rick Doblin e a liderança da MAPS continuam desviando das questões e fazendo declarações pouco sinceras, repletas de contradições. Atualmente, a mensagem deles tenta construir uma narrativa de paz baseada na exclusão, ignorando danos contínuos amplamente documentados. Se a MAPS está verdadeiramente comprometida com justiça e cura global, precisa agir de forma intencional e transparente, alinhando-se aos objetivos mais amplos do movimento de Boicote, Desinvestimento e Sanções (BDS).”

Segundo West, isso inclui “encerrar a ocupação e desmantelar o muro do apartheid, garantir plena igualdade para cidadãos árabe-palestinos e respeitar o direito de retorno dos refugiados palestinos às suas casas.”

“Qualquer coisa menos do que um compromisso total com o fim do genocídio e com o apoio à justiça para essa comunidade é uma aspiração eticamente vazia. Quando pessoas em posições de poder entram em espaços como esse, carregam a responsabilidade de ouvir, prestar contas e proteger a integridade desse espaço, e não reproduzir os mesmos danos”, concluiu West.

Um caminho complexo para a comunidade

Ao refletir sobre a divergência de opiniões intensamente defendidas durante o último dia da conferência, Ali fez questão de elogiar Bia Labate. Ele a elogiou por ter se levantado “imediatamente” quando as objeções começaram, oferecendo aos manifestantes a oportunidade de serem “os primeiros da fila” para fazer perguntas durante a sessão de perguntas e respostas após o painel.

Segundo Ali, os esforços improvisados de Labate para garantir aos manifestantes uma oportunidade respeitosa e legitimada de expressar suas preocupações específicas “foram… um enorme testemunho da Bia como organizadora”.

Por sua vez, Ali enfatizou seu respeito pelas ações na conferência que alguns consideraram disruptivas. “Eu realmente honro o espírito do que eles estavam tentando fazer, e também sei que estamos lidando com algo complexo”, afirmou.

“Não quero agir de forma condescendente”, acrescentou Ali.

“Eram jovens ativistas que realmente se importavam com algo com que eu também me importo muito, e acredito que existem muitas formas de fazer sua voz ser ouvida.”

Em uma declaração enviada por e-mail após a conferência, Labate recordou que “pedi [aos manifestantes] que fizessem sua pergunta no microfone para que todas as pessoas pudessem ouvir, mas eles recusaram e escolheram, em vez disso, gritar sobre o auditório.”

Labate acrescentou que “não conseguia ouvir bem e não compreendi claramente quais eram as questões específicas [com a MAPS], além do que parecia ser um sentimento genérico de que a MAPS [tem] uma organização afiliada em Israel e de que Rick [seria] sionista (…). Não havia clareza sobre quais eram exatamente as questões específicas [dos manifestantes] em relação aos programas ou políticas atuais da MAPS.”

À medida que os participantes assimilam as discussões ocorridas durante a conferência Psychedelic Culture, os acontecimentos do fim de semana parecem reforçar a importância de espaços comunitários onde visões divergentes possam ser escutadas. À medida que tradições indígenas de medicinas de plantas avançam em direção a maior reconhecimento cultural, e que as pesquisas em terapias assistidas por psicodélicos são aceleradas pelo governo dos Estados Unidos, permanece também o compromisso fundamental com a liberdade de expressão - juntamente com mais de cinquenta anos de debates sobre psicodélicos na cultura cívica estadunidense.

Ali reconheceu a ampla diversidade de perspectivas sobre o futuro dos psicodélicos, ao mesmo tempo em que demonstrou seu próprio direito à liberdade de expressão sobre Gaza, cura e dignidade humana.

“Minha perspectiva”, disse Ali, “é que o conflito na verdade não é tão complexo… Estou do lado das pessoas que acham que ele é bastante direto, na verdade.”

Ao refletir sobre os enormes desafios de respeitar todas as perspectivas sem ignorar o sofrimento, Ali enfatizou a necessidade de humildade lúcida por parte das lideranças de todas as comunidades psicodélicas. “A maneira como fazemos isso em comunidade é realmente complexa”, afirmou Ali, “e isso é algo que precisamos honrar.”

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"Protecting Sacred Plants, Advancing Psychedelic Justice"

(Em defesa das plantas sagradas, promovendo justiça psicodélica)

Nota: Este artigo foi publicado originalmente em inglês no site LucidNews.

Tradução: Paulina Valamiel.


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