Os psicodélicos estão em ascensão, mas quem está ficando de fora?

Bia Labate em seu discurso de abertura da Psychedelic Culture 2026, em São Francisco (CA).

“À medida que os psicodélicos avançam rapidamente para o mainstream, as comunidades que moldaram esse campo ainda lutam para serem incluídas nos espaços onde seu conhecimento é utilizado.” (Bia Labate)

Leia na íntegra, a seguir, o discurso de abertura da antropóloga Bia Labate da Psychedelic Culture 2026:

“Bem-vindos a todas e todos. É muito bom estar aqui hoje, novamente. Olhem ao redor. Tirem um momento para ver quem está sentado ao lado de vocês.

Alguém viajou de outro país para ocupar esse lugar. Alguém enfrentou um processo de visto, uma inspeção no aeroporto ou um agente de fronteira que olhou tempo demais. Alguém está aqui pela primeira vez e não faz ideia do que esperar. Outra pessoa vem há anos e continua voltando porque não encontrou nada exatamente igual a isso em outro lugar.

E eu quero começar exatamente por aí. Com esse fato. Com esta sala.

Porque esta sala - este encontro específico, aqui e agora - não é algo que possamos dar como garantido. Não em 2026. Não quando as fronteiras estão se fechando. Não quando a vigilância está se intensificando. Não quando a questão de quem pode circular livremente, quem pode falar, quem pode estar presente em uma conversa que é sobre si, está mais tensa do que nunca.

Reunir-se atravessando fronteiras, diferenças, línguas, gerações e formas de conhecimento já é, por si só, um ato de resistência. Não subestimem isso.

Há cerca de 35 anos, experimentei cogumelos em Huatla de Jimenez, no México; há 30 anos, tomei meu primeiro copo de ayahuasca no Brasil; e há 10 anos, cofundei a Chacruna no México.

Há 10 anos, a Chacruna era uma ideia teimosa, nascida em um campo que não tinha certeza de que precisava de nós.

Dissemos: a cultura não é secundária à ciência. Dissemos: o conhecimento indígena não é uma nota de rodapé. Dissemos: a questão de quem se beneficia dessas relações precisa ser esclarecida. Dissemos: a complexidade não é inimiga do progresso, é sua condição de possibilidade.

Dez anos depois, continuo aqui dizendo as mesmas coisas.

O conhecimento indígena não é uma nota de rodapé.

E sabem de uma coisa? Não tenho vergonha disso.

Eu costumava sentir pressão, todos os anos, para apresentar algo novo. Um novo ângulo. Um novo argumento. Uma nova forma de enquadrar a conversa para que parecesse inovadora e atual.

Mas fiz as pazes com algo: não repetimos essas conversas vezes e vezes porque nos falta imaginação; repetimos porque o trabalho não está concluído. A mudança é desigual. Ela se move em espirais, não em linhas retas. E as comunidades que continuam aparecendo - que se recusam a deixar que as questões importantes sejam simplificadas, empacotadas ou silenciosamente abandonadas - não estão atrasando o progresso. São elas que mantêm o campo honesto.

Aqui está o paradoxo que estamos vivendo.

De um lado: uma chamada “renascença”. Capas de revista. Legislação bipartidária. Linhas de desenvolvimento farmacêutico. Dinheiro do Vale do Silício. Apoio de celebridades. Toda semana, uma nova manchete sobre o poder de cura dos psicodélicos.

Do outro lado, pessoas continuam sendo presas. Comunidades indígenas continuam lutando pelo direito de trabalhar com plantas que seus ancestrais cultivam e utilizam há milhares de anos. Pesquisadores do Sul Global - pessoas que detêm alguns dos conhecimentos mais essenciais desse campo - muitas vezes não conseguem obter vistos para participar das conferências onde esse conhecimento é debatido.

Quero reiterar isso, porque quero que realmente fique claro.

As pessoas e comunidades que detêm o conhecimento nem sempre conseguem entrar nos espaços onde esse conhecimento está sendo utilizado. Isso não é uma nota de rodapé. É assim que o campo psicodélico dominante opera.

E, no meio de tudo isso, um campo complexo está se formando rapidamente. Hierarquias estão surgindo. Novas autoridades estão emergindo: certificações, protocolos, facilitadores licenciados e xamãs autoproclamados. Novos especialistas e novos guardiões de acesso, ambos com novas linguagens de legitimidade.

E, uma vez que um campo se estrutura e essas formas se cristalizam, elas são muito, muito difíceis de desfazer.

As decisões que estão sendo tomadas agora - neste ano - vão moldar o movimento psicodélico por uma geração. Isso não é exagero. É por isso que estamos aqui.

E a velocidade disso importa.

Os psicodélicos estão avançando muito rapidamente para o mainstream. Mas a conversa não está avançando na mesma velocidade. Há um crescente descompasso entre o que está sendo regulamentado e o que realmente acontece na prática — nas comunidades, nas cerimônias e nos espaços informais que a maioria dos marcos regulatórios simplesmente não alcança.

A maior parte do mundo não vivencia essas plantas por meio de modelos clínicos. Mas são os modelos clínicos que estão se tornando aqueles que definem legitimidade. Portanto, a questão não é apenas sobre acesso. É sobre equilíbrio - entre acesso, conservação, ética e comercialização. Trata-se de perguntar: quais usos estão sendo reconhecidos? E quais estão sendo deixados de fora?

Há um crescente descompasso entre o que está sendo regulamentado e o que de fato acontece na prática - nas comunidades, nas cerimônias e nos espaços informais que a maioria dos marcos regulatórios simplesmente não alcança.

A comercialização dos psicodélicos está acontecendo, quer nos engajemos com ela ou não. A verdadeira questão é se as pessoas nesta sala - pesquisadores, ativistas, curadores, comunidades que sustentam esse conhecimento há gerações - vão participar da construção desse processo ou serão empurradas para as margens e passarão a criticá-lo depois que já estiver consolidado.

À medida que os usos comunitários e religiosos avançam - em meio à popularização global e ao aumento da regulamentação - as tensões éticas apenas se aprofundam. Quem se beneficia? Quem é protegido? Quem fica para trás? Essas não são questões abstratas. São a urgência por trás de tudo o que fazemos.

Também quero falar sobre uma palavra: “psicodélico”. Quero revisitar suas origens.

De onde ela vem? A maioria das pessoas nesta sala conhece a história clínica: os ensaios, os protocolos, as designações de “terapia inovadora” pela FDA. Mas aqui está o que geralmente fica de fora dessa narrativa dominante.

Alguns dos cientistas que lançaram as bases da ciência psicodélica - Humphry Osmond, Abram Hoffer - não chegaram às suas ideias apenas em laboratórios ou contextos clínicos. Eles chegaram a essas ideias sentados em tipis com povos nativo-americanos, presenciando cerimônias da Native American Church, observando como uma comunidade utilizava cerimônia, oração, canto e medicina vegetal para tratar questões médicas e espirituais.

Esses encontros moldaram sua inspiração para a pesquisa e seu modo de pensar. Essas cerimônias moldaram suas hipóteses. E a própria palavra “psicodélico” - que hoje nomeia uma indústria inteira, um momento cultural, um movimento social - carrega em si o legado desses tipis, dessas cerimônias, dessa presença, conhecimento e sabedoria indígenas.

Humphry Osmond e Abram Hoffer também resistiram às autoridades coloniais que proibiam a expansão da Native American Church, um capítulo da história explorado por nossa estimada ex-integrante do conselho da Chacruna, a historiadora Dra. Erika Dyck. Portanto, mais uma vez, é importante resgatar a nuance e o pensamento crítico, evitando binarismos reducionistas. Com um olhar histórico, fica claro que os diálogos entre a ciência ocidental e os saberes indígenas não são algo estranho ao campo psicodélico.

Também fico muito feliz em dizer que Kelly Daniels, Reanna Daniels e a Dra. Erika Dyck estarão conosco neste fim de semana, trazendo perspectivas da Native American Church no Canadá. Os avós de Kelly estiveram presentes na cerimônia com Osmond! (Infelizmente, povos indígenas no Canadá foram desaconselhados a viajar internacionalmente para os EUA neste momento, por isso teremos, pela primeira vez, participantes virtuais.) Venham fazer suas perguntas.

Então, deixo uma pergunta que precisa ser feita em voz alta:

Se a cerimônia está na origem da psicodelia - se a prática indígena não é um complemento exótico, mas uma condição fundadora - como chegamos a um momento em que um ensaio clínico é considerado mais legítimo do que uma cerimônia? Em que um terapeuta licenciado nos Estados Unidos possui mais autoridade institucional do que um curandeiro que trabalha com essas plantas há 40 anos?

O que aconteceu? E conseguimos nomear isso?

Acredito que sim. Acredito que precisamos. Parte do nosso trabalho aqui - juntas e juntos - é reivindicar essa origem. Lembrar que a palavra “psicodélico” nunca se referiu apenas a substâncias como meras moléculas com propriedades psicoativas. Ela sempre carregou também uma sensibilidade espiritual, cerimonial e relacional. E não precisamos escolher entre essas dimensões.

Se a cerimônia está na origem da psicodelia - se a prática indígena não é um complemento exótico, mas uma condição fundadora - então como chegamos a um momento em que um ensaio clínico é considerado mais legítimo do que uma cerimônia?

“Inclusão” é uma das palavras mais populares neste campo atualmente.

Hoje em dia, toda organização tem uma declaração. Todo painel foi diversificado - ao menos visualmente. E eu quero dizer algo que pode incomodar um pouco:

Inclusão, quando mal feita, é extração com uma marca melhor.

Quando a sabedoria indígena é “incluída” em um modelo clínico que foi construído sem pessoas indígenas e sem liderança indígena, que gera lucro sem compartilhar esses ganhos, que cita a tradição sem respeitar a soberania - isso não é inclusão. É apenas um novo capítulo da mesma velha história.

E quando comunidades negras carregam um fardo desproporcional de trauma e encarceramento, enquanto permanecem sub-representadas na pesquisa, na liderança e nos benefícios econômicos desse boom, precisamos perguntar: revolucionário para quem, exatamente?

É por isso que tenho tanto orgulho de que a própria Dra. Monnica Williams, da Chacruna - nossa ex-presidente do conselho e uma pessoa profundamente influente na minha trajetória e na criação da Chacruna - fará uma palestra principal sobre medicinas vegetais e trauma racial. A justiça racial não é uma subcategoria da conversa psicodélica. Ela é sua espinha dorsal. E celebramos todas as nossas amigas, amigos e aliades negros da Bay Area e de outros lugares que estão presentes aqui hoje.

Também celebramos nossa resistência queer. Eu celebro o amor - e minha esposa, Clancy, que cofundou a Chacruna comigo. Celebro esta cidade, onde tive a coragem de me assumir, como tantas pessoas queer refugiadas antes de mim. E seguimos nos posicionando contra o patriarcado e o abuso sexual.

Agora, vamos falar sobre o que realmente somos.

Porque quero ser honesta sobre isso, mesmo depois de 10 anos.

A Chacruna é difícil de categorizar. Não somos uma organização de pesquisa clínica. Não somos um lobby de políticas públicas. Não somos uma entidade certificadora, um centro de retiros ou um programa de formação de facilitadores.

Somos algo mais difícil de explicar em jantares e em conversas sobre “impacto” com financiadores - e talvez mais necessário justamente por isso.

Pensem em nós como padeiros. Fazemos pão - e o distribuímos. Nutrir, alimentar. Estamos presentes todos os dias, faça sol ou chuva, para produzir algo de que as pessoas precisam e colocá-lo à mesa para quem tiver fome.

Acreditamos que a cultura é o ponto de partida - não um complemento à ciência, nem um aquecimento para os dados: o ponto de partida. Como uma organização liderada por antropólogos e cientistas sociais, estamos aqui para lembrar o contexto dentro do qual todo o resto ganha significado.

Não idealizamos nem glorificamos povos indígenas como salvadores ou messias - e também não demonizamos a ciência ocidental, nem mesmo o mercado comercial. Não nos interessam binarismos. Interessa-nos o espaço complexo, tenso e vivo entre posições - onde vivem as verdadeiras questões. Não precisamos decidir rapidamente. Podemos permanecer na tensão. Isso não é fraqueza, é honestidade.

Este ano, estamos refinando o trabalho da Chacruna. Mantendo nossos compromissos centrais com a reciprocidade indígena, a justiça psicodélica e a proteção de plantas sagradas e tradições culturais, estamos organizando nossa missão em quatro programas principais: honrar cultura e tradição, educação, fortalecimento de comunidades e incubação de lideranças. E este último é especialmente importante para mim. Porque nesta sala, agora, estão pessoas que irão moldar esse campo pelos próximos 20 anos. Algumas já são consolidadas. Outras estão aqui pela primeira vez. Algumas ainda nem sabem o que irão construir.

O edital aberto para palestrantes que lançamos este ano foi pensado exatamente para isso - abrir o processo curatorial, diversificar a participação, promover diálogo intergeracional, encontrar as vozes que vão habitar esse campo e desafiar a todas nós, inclusive a Chacruna.

Não estamos interessados em construir uma instituição que proteja sua própria autoridade. Estamos interessados em construir um campo que possa nos ultrapassar.

E há também a questão do conhecimento - aquele que circula.

Aqui está a história que quero contar. A Chacruna é uma referência em educação. Cada curso, cada conferência, cada workshop, cada livro, cada artigo que publicamos - não são apenas produtos. São sementes. Elas alcançam pesquisadores que irão desenhar estudos melhores. Terapeutas que irão atuar com mais humildade. Estudantes que irão fazer perguntas mais difíceis. Empreendedores e organizadores de retiros que irão tomar decisões diferentes. Lideranças comunitárias que irão lutar por justiça.

Estamos formando uma geração. Não em uma sala de aula, mas por meio da lenta e paciente acumulação de ideias - em três línguas, em 195 países, para qualquer pessoa disposta a escutar.

Esta conferência faz parte disso. Parte de uma narrativa que está sendo constantemente construída e reconstruída, que expande o que o campo consegue ver, quem ele escuta e o que considera possível.

E, em 10 anos, isso se traduz em números: 14 conferências. Mais de 11 mil pessoas alcançadas. Mais de 2.300 bolsas concedidas. 1.075 artigos publicados - com mais de 1,7 milhão de leitores. E, desde 2021, nossa Iniciativa de Reciprocidade Indígena arrecadou quase 300 mil dólares para apoiar projetos de base, liderados por comunidades indígenas.

Publicamos 17 livros em inglês, espanhol e português. E tenho especial orgulho em anunciar nosso mais novo lançamento: Psychedelic Plant Medicines of the Americas, com lançamento oficial em 26 de maio pela North Atlantic Books. E, por meio da Biblioteca Psicodélica - nossa parceria com a Editora Mercado de Letras - publicaremos 10 obras em acesso aberto em português no Brasil, com mais três a caminho.

Dez anos. Três línguas. Muitos continentes. Isso não é apenas um slide de apresentação. A Chacruna é um pilar forte do movimento psicodélico. E vocês estão aqui conosco, fazendo parte disso.

E há também a questão da arte.

Este ano, pela primeira vez nessa escala, a arte é parte verdadeiramente integral da programação. Música, dança, cinema, performance, práticas corporais — não são momentos de entretenimento entre conteúdos “sérios” e painéis. São centrais. Estão no programa porque fazem parte do argumento.

E aqui está o argumento:

A ciência é, em certo sentido profundo, a recém-chegada a essa conversa. Para comunidades racializadas, essas plantas nunca existiram dentro de um modelo clínico. Elas sempre existiram no canto. Na cerimônia. No corpo. Nas relações entre humanos, plantas, ancestrais e cosmos - expressas por meio da arte, não de artigos acadêmicos.

E a contracultura psicodélica inicial compreendeu algo semelhante. O movimento que tornou os psicodélicos uma força cultural não foi, primordialmente, científico. Foi estético e cultural. Tratava de percepção, beleza e transformação - da convicção de que a forma como você experiencia a realidade molda aquilo que acredita ser possível - e de que alterar a consciência é um ato político e espiritual.

Perdemos parte disso. Na corrida por legitimidade, na tradução para a linguagem clínica, algo ficou para trás.

Estamos tentando recuperar isso. Não para romantizar o passado. Mas porque o corpo sabe coisas que o cérebro nem sempre consegue articular. Porque a cerimônia transmite aquilo que os dados não conseguem capturar plenamente. Porque a arte faz algo - em uma sala, em uma pessoa, em uma comunidade - que um artigo revisado por pares simplesmente não consegue fazer.

E porque, se queremos realmente falar de transformação, precisamos estar dispostos a sermos transformados. Não apenas informados.

Estamos aqui durante o fim de semana do Bicycle Day.

19 de abril de 1943. Albert Hofmann em uma bicicleta, em algum lugar entre o laboratório e sua casa, pedalando por Basel, na Suíça, enquanto o mundo se torna completamente, assustadoramente, magnificamente estranho.

Todos os anos, volto a essa imagem. Um cientista em uma bicicleta. Sem protocolo. Sem aprovação de comitê de ética. Sem manual terapêutico. Apenas um ser humano, atravessando o mundo, percebendo-o de forma diferente - e tentando se sustentar nisso.

Todos nós estamos, de certa forma, nessa bicicleta agora. Em movimento acelerado. Sem total clareza do destino. Tentando segurar o que importa - a ética, as relações, as raízes, a complexidade - enquanto o campo se acelera ao nosso redor.

Então, aqui está o que quero pedir a vocês neste fim de semana.

Não concordância. Não consenso. Não uma performance de unidade.

Peço o desconforto de vocês. A disposição de permanecer com perguntas que não se resolvem. A abertura para serem desafiados - por uma fala, por uma conversa, por uma música, um filme ou uma dança que desperte algo inesperado.

Peço que permaneçam na tensão. Entre celebração e crítica. Entre o que esse movimento já conquistou e o que ainda não realizou. Entre o mundo que queremos construir e o mundo que estamos, de fato, construindo.

E quero pedir que olhem ao redor mais uma vez - como pedi no início.

Esta sala não é inevitável. O fato de estarmos aqui, juntas e juntos, não é dado. É resultado de três décadas de reflexão desde meu primeiro encontro com aqueles seres mágicos nas montanhas do México, e de 10 anos de trabalho - sangue, suor e lágrimas da equipe da Chacruna, composta por mexicanas/os, brasileiras/os, jovens da geração Z dos EUA e aliadas/os - e do trabalho de comunidades e tradições muito mais antigas do que tudo isso.

Não tomem isso como garantido. Porque a urgência, neste momento, não é sobre velocidade. É sobre responsabilidade.

É sobre amor por esse trabalho - e honestidade sobre suas contradições.

E é sobre continuar presente - repetidas vezes - até que as perguntas atravessem plenamente nossos intelectos, corpos, espíritos e comunidades.

Bem-vindas e bem-vindos à Psychedelic Culture 2026!”

Compre nosso mais novo design de camiseta!

"Protecting Sacred Plants, Advancing Psychedelic Justice"

(Em defesa das plantas sagradas, promovendo justiça psicodélica)

Nota: Este artigo foi publicado originalmente em inglês no site DoubleBlind.

Tradução: Paulina Valamiel.


Bia Labate

Dra. Bia Labate (Beatriz Caiuby Labate) é antropóloga, educadora, autora, palestrante e ativista comprometida com a proteção das plantas sagradas, que busca amplificar as vozes das comunidades marginalizadas no campo da ciência psicodélica. Como antropóloga brasileira queer radicada em São Francisco, foi profundamente influenciada por suas experiências com a ayahuasca desde 1996. A Dra. Labate possui doutorado em antropologia social pela Universidade de Campinas (UNICAMP) no Brasil. Seu trabalho concentra-se nas plantas medicinais psicodélicas, xamanismo indígena, cerimônias, religião, política de drogas e justiça social. Ela é Diretora Executiva do Instituto Chacruna para Plantas Medicinais Psicodélicas e atua como Especialista em Educação Pública e Cultura na Associação Multidisciplinar de Estudos Psicodélicos (MAPS). Além disso, é pesquisadora visitante na Graduate Theological Union de Berkeley e assessora da Veteran Mental Health Leadership Coalition. A Dra. Labate também é co-fundadora do Grupo Interdisciplinar de Estudos Psicoativos (NEIP) no Brasil e editora do seu site. Ela é autora, co-autora e co-editora de 28 livros, três edições especiais de revistas e de inúmeras publicações em periódicos revisados por pares (http://www.bialabate.net).

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