10 Anos do Instituto Chacruna nas Américas: Pesquisa, Educação e Justiça Social no Campo Psicodélico

30 de Junho de 2026, das 14h às 18h
Auditório Leme Lopes (IPUB/UFRJ)

O Instituto Chacruna e o Instituto de Psiquiatria da UFRJ (IPUB/UFRJ) realizam, no dia 30 de junho de 2026, o evento “10 anos do Instituto Chacruna nas Américas”, reunindo pesquisadorxs, profissionais da saúde, cientistas sociais, ativistas e estudantes. O encontro propõe uma reflexão sobre os avanços, tensões e responsabilidades do campo psicodélico contemporâneo no Brasil, com ênfase nas relações entre ciência, saúde coletiva, saberes tradicionais, direitos indígenas e justiça social. A programação também celebrará a trajetória de dez anos do Chacruna e marcará o lançamento da Biblioteca Psicodélica do Instituto, dedicada à difusão gratuita de produções críticas e qualificadas sobre psicodélicos em português.

O evento é gratuito e acontecerá no Auditório Leme Lopes do IPUB/UFRJ, no Campus Praia Vermelha das 14h às 18h, com transmissão ao vivo pelos canais do IPUB e do Instituto Chacruna no YouTube.


Programação (14h às 18h)


✦︎ 14h00 – 14h40: Mesa 1 ✦︎
Abertura institucional

Expositores:
Pedro Gabriel Delgado, Diretor IPUB/UFRJ
Marcelo Cruz, Vice-diretor IPUB/UFRJ Coordenador do PROJAD/UFRJ
Márcia Dourado, Coordenadora do PROPSAM/UFRJ
Otávio Serppa, Direção de Ensino IPUB/UFRJ e Internacionalização Acadêmica
Daniela Monteiro, Associação Psicodélica Brasileira - APB
Natã Coutinho, Coletivo de Estudantes Indígenas da UFRJ - CEI/UFRJ
Natália Muniz, Núcleo de Inclusão, Diversidade e Ações Afirmativas Neusa Santos Souza
Bia Labate, Instituto Chacruna

Mediação: Keronlay Machado, IPUB/UFRJ

┈┈┈┈┈┈┈┈

✦︎ 14h40 – 15h10: Mesa 2 ✦︎
PAP e Integração Psicodélica no cuidado em Saúde Mental a usuários de Álcool e outras Drogas

Expositora: Keronlay Machado, IPUB/UFRJ

┈┈┈┈┈┈┈┈

✦︎ 15h10 – 15h30: Coffee Break‍ ‍✦︎

┈┈┈┈┈┈┈┈

✦︎ 15h30 – 16h30: Mesa 3 ✦︎
10 anos do Instituto Chacruna nas Américas: Entrevista com Bia Labate e conversa com o público

Entrevistada: Bia Labate, Instituto Chacruna
Entrevistadora: Paulina Valamiel, Instituto Chacruna

┈┈┈┈┈┈┈┈

✦︎ 16h30 – 18h00: Mesa 4 ✦︎
Lançamento da Coleção “Biblioteca Psicodélica” do Instituto Chacruna e da Editora Mercado de Letras

Expositoras: Sandra Lucia Goulart (Faculdade Cásper Líbero; Instituto AlmaViva): relançamento do livro "O uso de Plantas Psicoativas nas Américas" e Lígia Platero (Instituto Chacruna): lançamento do livro "Virando indígenas, Virando Yawanawás"

Mediação: Paula Bizzi Junqueira, Instituto Chacruna

 

Onde será o evento?

 
 

Organização


Apoio


Beatriz Caiuby Labate (Bia Labate)

é antropóloga, educadora, autora, palestrante e ativista brasileira radicada em San Francisco, EUA. Doutora em Antropologia Social pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), atua nas áreas de substâncias psicoativas, política de drogas, xamanismo, rituais, religiões e justiça social, com um forte compromisso com a proteção de plantas sagradas e a amplificação das vozes de comunidades marginalizadas no campo da ciência psicodélica. É Diretora Executiva do Instituto Chacruna de Plantas Psicodélicas Medicinais, onde também coordena a extensão internacional Chacruna Latinoamérica. Atua como Assessora Senior de Cultura e Estratégia na Associação Multidisciplinar de Estudos Psicodélicos (MAPS), e como Professora Visitante do Centro de Estudos Superiores em Teologia em Berkeley. Além disso, é consultora de cerca de 15 organizações, entre elas, a Coalizão de Líderes Veteranos pela Saúde Mental, a Aliança de Plantas Sagradas (SPA) e o Conselho de Conscientização sobre Enteógenos do Alasca. Uma das fundadoras do Núcleo de Estudos Interdisciplinares sobre Psicoativos (NEIP), no Brasil, é também editora de seu site. Desde 1996, tem uma trajetória pessoal e acadêmica profundamente marcada pelas suas experiências com a ayahuasca. É autora, coautora e coeditora de 28 livros, três edições especiais e inúmeros artigos em periódicos acadêmicos e publicações online. Mais informações em: https://bialabate.net

Keronlay Machado

é Terapeuta Ocupacional e Psicanalista, com trajetória dedicada à saúde mental no Sistema Único de Saúde (SUS). É doutoranda em Psiquiatria e Saúde Mental pelo Programa de Pós-Graduação em Psiquiatria e Saúde Mental (PROPSAM/IPUB/UFRJ), onde investiga os processos de integração de experiências psicodélicas sob a perspectiva de usuários e terapeutas. É doutoranda visitante do Chacruna Institute for Psychedelic Plant Medicines. Mestre em Educação Profissional em Saúde pela Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio/Fiocruz (2017) e Especialista em Saúde Mental pelo Instituto de Psiquiatria da UFRJ (2013), é Terapeuta Ocupacional pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG, 2007). Atua no Programa de Estudos e Assistência ao Uso Indevido de Drogas (PROJAD/IPUB/UFRJ), desenvolvendo atividades de assistência, ensino, pesquisa e extensão (2017-atual). É cofundadora da Hijas del Sur: Rede Latinoamericana de Mulheres Psicodélicas e membra da APB – Associação Psicodélica do Brasil. Suas pesquisas e publicações articulam saúde mental, psicodélicos, Redução de Danos, arte e cultura, interseccionalidade e políticas públicas. Sua trajetória é tecida a partir do lugar de uma mulher latina, brasileira, mãe e corredora, comprometida com o cuidado como ética de vida que orienta suas práticas clínicas, de formação, de pesquisa e de extensão.

Lígia Duque Platero

é Associada de Programas Educativos no Chacruna Institute for Psychedelic Plant Medicines. É uma mulher brasileira lésbica, residente no Rio de Janeiro, e mãe de uma criança pequena. Possui doutorado em Antropologia Cultural (2018) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e realizou estágio pós-doutoral em Antropologia (2021) na Universidade Federal Fluminense (UFF), por meio do Núcleo de Estudos sobre Psicoativos e Cultura (PSICUCULT). Obteve o título de mestra em Estudos Latino-Americanos pela Universidade Nacional Autônoma do México (UNAM, 2012), na Cidade do México, além de bacharelado em História (2005) e licenciatura em História (2006) pela Universidade de São Paulo (USP), Brasil. É autora do livro Virando indígenas, virando Yawanawás (Becoming Indigenous, Becoming Yawanawás; Mercado de Letras/Chacruna Institute, no prelo). É também pesquisadora associada ao Núcleo de Estudos Interdisciplinares sobre Psicoativos (NEIP). Suas pesquisas e publicações abordam redes da ayahuasca na floresta e nas cidades, as “Medicinas da floresta”, transformações culturais, ritual, Santo Daime, o povo Yawanawá (Pano), interseccionalidade, questões queer e direitos indígenas.

Paulina Valamiel

é socióloga da religião, pesquisadora e educadora. Atua como Research and Communications Officer no Chacruna Institute for Psychedelic Plant Medicines. Paulina é doutora em Sociologia pela Universidade Federal de Minas Gerais (PPGS/UFMG) e autora de diversos artigos acadêmicos, capítulos de livro e textos online sobre o Santo Daime, com foco nas dinâmicas transnacionais da ayahuasca, gênero e sexualidade. Como pesquisadora afiliada à Universidade Federal do ABC (UFABC), atualmente desenvolve um projeto sobre mulheres e espiritualidades psicodélicas a partir de perspectivas do Sul Global. Também é pesquisadora associada ao Núcleo de Estudos Interdisciplinares sobre Psicoativos (NEIP) e integrante do grupo de pesquisa ReGeSex (UFJF). Além disso, é cofundadora da Hijas del Sur - Rede Latinoamericana de Mulheres Psicodélicas.

Paula Bizzi Junqueira

é uma antropóloga brasileira com mestrado em antropologia da saúde pelo Centro de Investigações e Estudos Superiores em Antropologia Social (CIESAS Sureste, México) e graduação em antropologia social pela Universidade de Brasília (UnB, Brasil). Ela realizou pesquisas sobre práticas de cura com o yagé (ayahuasca) na Colômbia e sobre o panorama contemporâneo do peiote no México. Coordenou o comitê editorial da Revista Áltera, uma publicação científica produzida pelo Programa de Pós-Graduação em Antropologia da Universidade Federal da Paraíba. Sua pesquisa aborda as interseções entre fenômenos de saúde e práticas espirituais, englobando temas como xamanismo, ontologias relacionais, disciplinas espirituais e saúde mental. Paula é Assistente dos Programas Educativos do Chacruna e atualmente reside em Bogotá.

Sandra Lúcia Goulart

é doutora em Ciências Sociais (2004, Unicamp), Mestre em Antropologia Social (1996, USP) e graduada em Ciências Sociais (1989, USP). Estuda fenômenos culturais e religiosos ligados à ayahuasca desenvolvidos no Brasil. Suas pesquisas abordam fenômenos da área de antropologia da religião, do campo de estudos das substâncias psicodélicas e das políticas de drogas. Dentre suas publicações se destacam: as edições especiais Current Debates on Sacred Plants, no Journal Anthropology of Consciousness (2022) e Psicodélicos, da Revista Platô, Drogas e Políticas (2021); os livros O Uso de Plantas Psicoativas nas Américas (2019); Drogas, Políticas Públicas e Consumidores (2016); Drogas e Cultura: novas perspectivas (2008); O Uso Ritual das Plantas de Poder (2005). Atualmente é professora da Faculdade Cásper Líbero, e atua como docente na pós- graduação em Psicoterapia Assistida por Psicodélicos, do Instituto Alma Viva, em São Paulo. Ela é também uma das fundadoras do Núcleo de Estudos Interdisciplinares sobre Psicoativos (NEIP). Email: sluciagoulart@gmail.com.

Daniela Monteiro

integra o Conselho Diretor da Associação Psicodélica do Brasil desde a gestão 2021. É membro da TRIP, Terapeutas em Rede pela Integração Psicodélica. É analista junguiana e especialista em psicologia transpessoal. Conselheira da Hijas del Sur, Rede Latinoamericana de Mulheres Psicodélicas. Autora de livros, capítulo de livros e artigos em revistas especializadas do campo psicodélico. Professora em cursos de especialização e pós-graduação no Brasil e Chile. Palestrante em eventos e congressos sobre o tema: integração a partir do uso de psicodélicos em perspectivas latinoamericanas.

Márcia Cristina Nascimento Dourado

é Prof. Adjunta, coordenadora programa de pós-graduação em psiquiatria e saúde mental - PROPSAM, bolsista de produtividade CNPq, cientista do nosso estado FAPERJ.

Natã Coutinho

é indígena descendente do povo tabajara, assistente social e doutorando em Serviço Social pela UFRJ. É integrante do Coletivo de Estudantes Indígenas - CEI- UFRJ, diretor de Serviço Social na Casa de acolhimento LGBTI+ Dulce Seixas, constrói mobilização na Ação da Cidadania e pesquisa pautas de direitos LGBTI+, questão indígena, cuidado e segurança alimentar.

Natália Muniz de Pádua

é psicóloga clínica (UFRJ), mestre em Saúde Pública (ENSP/FIOCRUZ), especialista em saúde mental (Residência multiprofissional IPUB/UFRJ), Especialista em atenção psicossocial na infância e adolescência (IPUB/UFRJ).  Atualmente compõe a equipe do CAPSi CARIM e é membro do Núcleo de Inclusão, Acessibilidade e Ações Afirmativas Neusa Santos Souza (NIDAANS) do IPUB/UFRJ. Psicologa do SUS há mais de uma década, sua trajetória envolve passagem por diferentes dispositivos de saúde mental da rede de atenção psicossocial  como atenção básica (NASF), Centro de Atenção Psicossocial (CAPS), CAPS Álcool e Drogas, CAPS infanto juvenil II e III, assim como atuação na gestão da Secretaria Municipal do Rio de Janeiro em projeto de redução de danos baseado na educação entre pares, voltado para populações em situação de vulnerabilização, o "Bikes da Prevenção". Possui interesse nas intersecções entre classe, raça, gênero e saúde mental no âmbito da saúde coletiva, com destaque para relações raciais e subjetividade, tendo pesquisado em sua dissertação sobre os impactos do racismo na saúde mental de adolescentes e jovens negros.

Prof. Dr. Pedro Gabriel Godinho Delgado

Diretor do Instituto de Psiquiatria IPUB/UFRJ.

Dr. Marcelo Santos Cruz

Vice-diretor do Instituto de Psiquiatria da Universidade Federal do Rio de Janeiro; Coordenador do Programa de Estudos e Assistência ao Uso Indevido de Drogas.

Prof. Dr. Octavio Domont de Serpa Junior

Vice-diretor de Ensino do IPUB/UFRJ; Coordenador da Internacionalização Acadêmica IPUB/UFRJ.

Next
Next

Mulheres e o patriarcado no universo das plantas sagradas